Cara ou Coroa

Saiba como foi criada e para que serve a cédula de zero euro

Felipe Branco Cruz

30/01/2018 06h51

Cédula de zero euro em homenagem aos 100 anos das aparições de Fátima, em Portugal


Lançada em 2015, a cédula de zero euro voltou recentemente aos noticiários após Portugal também passar a emiti-la. Ela custa entre 2 e 3 euros (depende do lugar onde é vendida) mas, como o próprio valor de face já avisa, não vale nada no mercado, exceto como souvenir para colecionadores e turistas. França, Alemanha, Itália, Espanha, Bélgica, Luxemburgo e Áustria também já lançaram as suas notas sem valor algum.

A impressão destas cédulas foi autorizada pelo BCE (Banco Central Europeu) e elas possuem vários elementos de segurança semelhantes ao euro de verdade, como marca d’água, marca tátil, fio de segurança e faixa holográfica. Elas são impressas em papel moeda na Oberthur Fiduciaire, uma das maiores gráficas de dinheiro da França.


Leia também:


Reportagem da TV francesa sobre as cédulas de zero euro


Todas as cédulas têm a cor púrpura, que é diferente das outras notas de euro, e suas tiragens são limitadas, inclusive com a impressão de números de série (o que, no futuro, aumenta o seu valor e raridade entre os colecionadores). Na França, por exemplo, centenas de modelos diferentes já foram lançados.

Em todas as notas de zero euro, o reverso (a parte traseira da nota) sempre tem a mesma fotomontagem dos pontos turísticos do Portão de Brandemburgo (Berlim), da Torre Eiffel (Paris), do Coliseu (Roma), da catedral da Sagrada Família (Barcelona) e do Manneken Pis (Bruxelas), além de uma marca d’água da Monalisa.

É o anverso (a parte da frente), no entanto, que traz as imagens diferentes, em homenagem os lugares onde elas estão sendo vendidas. Veja todas no site oficial ou no Facebook.

Detalhes da cédula divulgado em francês pela fabricante:

Reverso de zero euro (imagem: divulgação/euro-souvenir.fr)


Anverso de zero euro do Palácio de Versalhes (imagem: divulgação/euro-souvenir.fr)


Como surgiu?

A nota foi desenvolvida pelo francês Richard Faille, que é um conhecido criador de souvenirs da França, e a ideia é um desdobramento de outra lembrança feita por ele: as medalhas comemorativas.

Essas medalhas são muito populares entre os visitantes e podem ser compradas em máquinas automáticas, que ficam instaladas quase sempre ao lado das bilheterias dos principais pontos turísticos.

Quando estive por lá em 2009 e 2011, eu comprei três medalhas: duas em Paris e uma em Florença. Infelizmente, as cédulas de zero euro ainda não tinham sido lançadas naquela época e eu ainda não tenho nenhuma. 🙁

As cédulas são vendidas da mesma forma que as medalhas, em máquinas automáticas. Basta colocar as moedinhas de euros e esperar o equipamento te entregar o souvenir.

As notas também podem ser encontradas para a venda na internet em sites de numismática ou com colecionadores particulares. Mas, eu acho que sempre vai ser mais legal comprá-las diretamente no lugar que você visitou e guardar de recordação.

Veja abaixo as minhas medalhas:

Anverso e reverso das medalhas de Paris e Florença que eu trouxe de lá (imagem: Felipe Cruz)


Veja algumas notas de zero euro:


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Sobre o Autor

Felipe Branco Cruz coleciona moedas e curiosidades. É jornalista com mais de 10 anos de experiência, com passagem pelos principais veículos de comunicação do país. Atualmente é repórter de entretenimento do UOL, onde escreve sobre cultura pop, música, cinema e comportamento.

Sobre o Blog

Cara ou Coroa é o blog de numismática do UOL. Por aqui você encontra reportagens e curiosidades sobre as cédulas e moedas do Brasil e do mundo.

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