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Por que uma moeda de 1 centavo de dólar de 1943 vale mais de R$ 750 mil?

Felipe Branco Cruz

19/01/2019 06h55

Em 1943, por causa da Segunda Guerra Mundial, o cobre se valorizou, e o alto preço tornou inviável a produção das moedas de 1 centavo de dólar, os pennies. Elas passaram, então, a ser feitas em aço revestido de zinco. Mais do que isso, nos Estados Unidos, o cobre só poderia ser usado na fabricação de itens essenciais aos esforços de guerra, como, por exemplo, na produção de fios telefônicos.

Porém, um pequeno lote de pennies de cobre com a data de 1943 foi produzido e colocado em circulação por engano. A própria United States Mint (a casa da moeda americana) considera esse erro como um dos mais famosos que ela cometeu. Com o passar dos anos, essas moedas de 1943 de 1 centavo de cobre feitas por engano desapareceram, e as que foram encontradas viraram itens de colecionador.

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Don Lutes Jr., que morreu em setembro de 2018, aos 87 anos, recebeu uma delas de troco em 1947 no refeitório da sua escola, em Massachusetts (EUA). Na época, ele se surpreendeu com a coloração diferente da moeda e resolveu guardá-la.

O que Lutes não poderia imaginar é que, 75 anos depois da fabricação da moeda, ela seria vendida em um leilão por US$ 204 mil (cerca de R$ 750 mil). O preço superou a estimativa feita pela casa leilões Heritage Auctions, que avaliou a peça em US$ 170 mil.

Sarah Miller, diretora da Heritage Auctions, acredita que existam atualmente apenas 10 ou 15 moedas como essa. Em 1958, um exemplar foi vendido por US$ 40 mil. Em 1996, outro exemplar foi vendido por US$ 82,5 mil.

Mais velho, Lutes virou colecionador de moedas e descobriu que o pennie guardado na adolescência era muito valioso. Por anos, ele guardou a moeda em sua coleção até que sua saúde piorou, e ele decidiu vendê-la para custear o tratamento.

Viúvo, Don Lutes Jr. não deixou descendentes. Por anos, ele frequentou a biblioteca pública de sua cidade natal, Pittsfield, e agora o dinheiro da venda no leilão deverá ser destinado à instituição.


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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Felipe Branco Cruz coleciona moedas e curiosidades. É jornalista com mais de 10 anos de experiência, com passagem pelos principais veículos de comunicação do país. Atualmente é repórter de entretenimento do UOL, onde escreve sobre cultura pop, música, cinema e comportamento.

Sobre o Blog

Cara ou Coroa é o blog de numismática do UOL. Por aqui você encontra reportagens e curiosidades sobre as cédulas e moedas do Brasil e do mundo.

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